Clima esquenta entre vereadores e prefeito Aurélio Goiano: crise política ou jogo de poder?

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Na última terça-feira, a sessão da Câmara Municipal de Parauapebas foi cancelada por falta de quórum. Nove vereadores simplesmente não apareceram. Coincidência? Nada disso. O que aconteceu foi um recado direto ao prefeito Aurélio Goiano, que vem incomodando a maioria dos parlamentares.

Até agora, Aurélio governou com o apoio da “caneta cheia”, conseguindo aprovar projetos e manter uma base aliada. Mas, na política, “ninguém governa sozinho”. Se não mudar sua postura com os “fiscais do povo”, o prefeito pode começar a sofrer derrotas dentro da Câmara. O clima azedou após uma reunião tensa, onde Aurélio bateu de frente até com seus próprios aliados, gerando um racha político. Desde então, a relação entre “Boca de Burro” e a Casa de Leis nunca mais foi a mesma.

Agora, o jogo está dividido. A Câmara tem três grupos bem distintos: uma base governista reduzida, um centrão que negocia apoio conforme seus interesses e uma oposição que cresce a cada embate. Se o prefeito não souber lidar com essa matemática política, sua governabilidade estará em risco.

Hoje, sem pelo menos 9 votos dos 17 vereadores, nenhum projeto do Executivo passa. E qual foi a resposta da Câmara? Nove vereadores faltaram à sessão. Quer um recado mais claro que esse? Recado dado, recado entendido.

A partir de agora, os vereadores só aprovarão o que for realmente necessário para a população. Qualquer projeto que não tenha impacto direto no povo – ou no jogo político – pode ficar pelo caminho.

Nomes como Maquivalda Barros (PDT) e Sargento Nogueira (Avante) já vêm dando trabalho ao governo, cobrando e fiscalizando ativamente. Agora, imagine se mais vereadores resolverem engrossar o caldo? O cenário pode ficar ainda mais complicado para o prefeito.

A grande questão é: Aurélio Goiano vai tentar reverter a crise e posar para fotos ao lado dos vereadores, dizendo que “está tudo bem”, ou vai continuar batendo de frente, já que também gosta de um conflito? Nos próximos dias, saberemos se essa relação tóxica para Parauapebas vai piorar ou se o prefeito conseguirá virar o jogo.

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