Após acusação pública, Célio Silva desmente advogado da causa animal

Compartilhar:

Uma polêmica envolvendo o Parque Natural Municipal Morro dos Ventos, em Parauapebas — antiga Praça da Bíblia — ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo feito pelo advogado Thassylliton Suarly, membro da Comissão de Direito dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB) no município.

No vídeo, o advogado aponta supostas irregularidades relacionadas a uma placa instalada no parque e menciona a existência de dois possíveis crimes: um relacionado à alimentação de animais no local e outro pelo fato de a placa conter o nome e a logomarca de Célio Silva.

Ele também inseriu uma legenda fixa no vídeo com a frase: “Mais um caso absurdo de maus-tratos a animais na nossa cidade cometido pela prefeitura.”

Diante das declarações, Célio Silva publicou um vídeo de esclarecimento rebatendo as acusações e classificando as informações como equivocadas. Segundo ele, a placa foi instalada antes de assumir qualquer cargo público e foi custeada com recursos próprios, sem utilização de dinheiro público. No entanto, o advogado afirmou que a prefeitura teria instalado as placas recentemente.

Durante o vídeo, Célio destacou ainda que o Parque Morro dos Ventos é uma unidade de conservação ambiental, com regras específicas de preservação, e que as orientações contidas na placa seguem critérios ambientais. Causa estranheza, segundo o posicionamento apresentado, que um advogado integrante de comissão da OAB de Parauapebas — que deveria conhecer a legislação aplicada às unidades de conservação e à regulamentação de sinalizações em áreas ambientais públicas — não tenha buscado essas informações antes de fazer as declarações.

Outro ponto questionado foi a postura adotada pelo advogado ao afirmar que não conhecia Célio Silva e que não tinha interesse em conhecê-lo. A fala foi considerada desnecessária e em tom arrogante, destoando da conduta esperada de um membro de comissão da Ordem.

Sobre as acusações de crime, Célio afirmou que não há ilegalidade na instalação da placa nem na orientação contida nela, reforçando que a sinalização respeita as normas ambientais do parque.

Ele também informou que a placa continha sua logomarca pessoal, mas que optou por cobri-la com um adesivo para evitar novas polêmicas.

Debate precisa avançar para ações concretas

Apesar da repercussão, Célio destacou que o foco principal deve ser a proteção dos animais e a preservação ambiental dentro do Parque Morro dos Ventos. Segundo ele, é fundamental que o debate público seja responsável e baseado em informações corretas, para que não desvie a atenção das ações realmente necessárias.

E quanto aos animais que atualmente estão na área do parque? Segundo fontes da Secretaria, devem ocorrer ações em breve para a retirada dos gatos que permanecem no local, já que, por se tratar de uma unidade de conservação, a permanência de animais domésticos pode comprometer a fauna silvestre.

O caso reacende um ponto importante: além das discussões nas redes sociais, é preciso cobrar do poder público medidas concretas voltadas aos animais domésticos que estão na área, bem como políticas responsáveis que conciliem proteção animal e preservação ambiental.

O Parque Morro dos Ventos, por ser uma unidade de conservação, exige equilíbrio entre sensibilidade com a causa animal e respeito às normas ambientais que garantem a proteção da fauna e da flora.

Gostou da matéria? Deixe seu comentário

VEJA MAIS CONTEÚDOS