A Prefeitura de Parauapebas tem mantido profissionais atuando sem contrato formal, levantando preocupações tanto entre os trabalhadores quanto na Justiça. Parte desses funcionários são remanescentes do Processo Seletivo Simplificado (PSS), que chegou ao fim recentemente, enquanto outros foram contratados sob a pressão política que o prefeito Aurélio Goiano vem enfrentando para atender demandas por emprego.

Segundo apuração do Pebas na TV, os cargos afetados incluem Auxiliares de Serviços Gerais (ASGs), vigias, merendeiras, motoristas e monitoras, que seguem desempenhando suas funções sem qualquer garantia trabalhista. Trabalhadores relataram que já entregaram a documentação ao setor responsável, mas até o momento não assinaram seus contratos. O maior receio é que, sem um vínculo formal, possam trabalhar e acabar não recebendo seus salários.
Além disso, fontes indicam que a Justiça está atenta a essas manobras, especialmente após a recente decisão que suspendeu nomeações de cargos comissionados na administração municipal.
A situação se agrava ainda mais quando lembramos que, durante a campanha eleitoral, Aurélio Goiano afirmou em entrevista ao nosso podcast que não tiraria os funcionários do PSS. No entanto, mais uma vez, ele não cumpriu com o que prometeu.
Diante desse cenário, uma possível reintrodução das terceirizações na prefeitura de Parauapebas começa a ser cogitada como alternativa para suprir a falta de pessoal e evitar novos impasses jurídicos. No entanto, a viabilidade dessa medida ainda é incerta e pode enfrentar questionamentos legais.
O Pebas na TV seguirá acompanhando o caso e trazendo atualizações sobre o desdobramento dessa situação.
