Nos bastidores políticos de Parauapebas, circulam rumores sobre a possível reintrodução de empresas terceirizadas na administração municipal. Embora não haja confirmações oficiais, é oportuno relembrar as críticas e os custos associados a essas contratações no passado.

Críticas às terceirizações anteriores
Historicamente, a terceirização na Prefeitura de Parauapebas foi alvo de críticas devido aos altos custos e à ineficiência na prestação de serviços. Trabalhadores terceirizados frequentemente relataram condições precárias de trabalho e remuneração inadequada, enquanto as empresas contratadas obtinham lucros expressivos.
Em dezembro de 2023, a vereadora Eliene Soares (MDB) propôs a recriação de cargos terceirizados, argumentando que os trabalhadores “comem o pão que a terceirizada amassou”, recebendo salários baixos, enquanto as empresas faturam até três vezes mais do que pagam a cada empregado contratado.
Aprovação na Câmara e economia gerada
A decisão de eliminar as terceirizações foi aprovada por unanimidade pelos vereadores em 2023, com o objetivo de reduzir gastos e melhorar a eficiência dos serviços públicos.
Na época, estudos conduzidos pela vereadora Eliene Soares apontaram que a substituição de terceirizados por servidores efetivos poderia resultar em uma economia mensal de aproximadamente R$ 2,5 milhões aos cofres públicos.
Além disso, em outra manifestação, Eliene Soares destacou que, ao substituir contratos de terceirização por contratações diretas, o município poderia reduzir os gastos anuais de R$ 147 milhões para R$ 40,5 milhões, representando uma economia significativa.
Seria este o plano B do governo?
Aurélio Goiano enfrenta uma forte pressão de seus aliados políticos, que ainda não tiveram acesso aos empregos prometidos por ele. Além disso, os vereadores de sua base também estão insatisfeitos com a quantidade limitada de cargos concedidos. Diante desse cenário, a terceirização seria a saída para Aurélio Goiano?
Com os desafios da administração municipal, especula-se que a reintrodução das terceirizações possa estar sendo considerada como alternativa para suprir a falta de pessoal e melhorar a prestação de serviços.
No entanto, ainda não está claro como o Judiciário reagiria a essa possível medida, especialmente o juiz que recentemente suspendeu a nomeação de cargos comissionados. A retomada das terceirizações poderia ser interpretada como uma tentativa de driblar as normas de gestão responsável e transparente.
Contradições na postura do prefeito
É importante destacar que o atual prefeito, Aurélio Goiano, quando exercia o cargo de vereador, posicionou-se contra as terceirizações, criticando os altos custos e a falta de transparência nesses contratos.
Caso sua administração opte por retomar as terceirizações, isso representaria uma mudança significativa em sua postura, o que poderia gerar questionamentos sobre a coerência de suas decisões e comprometer sua credibilidade política.
Decisão estratégica ou retrocesso?
Embora a possível reintrodução das terceirizações na Prefeitura de Parauapebas ainda seja apenas especulação, qualquer decisão nesse sentido precisa ser embasada em análises criteriosas de custo-benefício.
Afinal, trata-se de um tema sensível que impacta diretamente os cofres públicos, a qualidade dos serviços e o futuro da administração municipal. Resta saber se essa possibilidade será levada adiante e, caso seja, como a população e a Justiça irão reagir.
